terça-feira, 23 de dezembro de 2008

CELEBRAÇÃO DO TEMPO, 2009







HINDUÍSMO Religião da Índia
O conceito base do hinduísmo é o de que a realidade é unidade. O universo é uma entidade divina que se encontra em sintonia com tudo, mas ao mesmo tempo o transcendente. A palavra hinduísmo resulta da denominação de Índia na língua persa.


JUDAÍSMO
Religião do povo judeu,
Judaísmo (do hebraico יהדות, vindo do termo יהודה Yehudá ) é o nome dado à religião do povo judeu, e é a mais antiga das três principais religiões monoteísmo, ao lado do cristianismo e do islamismo.

O BUDISMO foi fundado na Índia, no séc. VI a.C., pelo Buda Sakyamuni.
Budismo é uma religião e filosofia baseada nos ensinamentos deixados por
Sidarta Gautama, ou Sakyamuni (o sábio do clã dos Sakya), o Buda histórico, que viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. no Nepal.

CRISTIANISMO
O cristianismo é uma religião monoteísta baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, tais como estes se encontram recolhidos nos Evangelhos, parte integrante do Novo Testamento. Os cristãos acreditam que Jesus é o Messias e como tal referem-se a ele como Jesus Cristo.

ISLÃO
O Islão (português europeu) ou Islã (português brasileiro) (do árabe الإسلام, transl. al-Islām) é uma religião monoteísta que surgiu na Península Arábica no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos do profeta Maomé (Muhammad) e numa escritura sagrada, o Alcorão. A religião é conhecida ainda por islamismo.

FÉ BAHÁ’Í
A Fé Bahá'í é uma religião independente e monoteísta, fundada por Bahá’u’lláhT. Tem as suas próprias Escrituras Sagradas, no entanto aceita e reconhece outros livros Sagrados, como a Bíblia ou o Corão.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Bahá’ís marcam o 60°aniversário da Declaração dos Direitos Humanos, 10/12/2008

"(...) E Fradique, com toda a singeleza, confessou que se demorara tanto nas margens do Eufrates, por se achar casualmente ligado a um movimento religioso que, desde 1849, tomava na Pérsia um desenvolvimento quase triunfal."
Eça de Queirós, A Correspondência de Fradique Mendes (1900).
Bahá’ís marcam o 60°aniversário da Declaração dos Direitos Humanos

Estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1950, O Dia dos Direitos Humanos marca o aniversário da adopção da Assembléia Geral da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 10 de dezembro de 1948.

Ao longo dos anos, uma rede de instrumentos e mecanismos de direitos humanos tem sido desenvolvida para assegurar a supremacia dos direitos humanos e enfrentar as suas violações onde quer que ocorram.

O Dia dos Direitos Humanos é especialmente importante este ano porque os direitos humanos parecem estar sendo atacados de várias direções”, disse Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá’í para as Nações Unidas.

“Este ano, dado que é o 60° aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, tudo é mais importante, já que aquele documento dá o padrão de normas mais elevadas para a liberdade de religião e crença”.


“Guia para compreender a fé do novo Mensageiro Bahá'u'lláh
12.12.2008
Por Margarida Santos Lopes do
Jornal PÚBLICO

Nascer na Pérsia e morrer em Israel

A religião bahá'i é a segunda mais disseminada geograficamente, depois do cristianismo - está presente em todos os cantos do mundo - 200 grupos étnicos, tribais e raciais em 235 países e territórios dependentes.

Foi fundada em 1844 por Bahá'u'lláh, que declarou publicamente ser "o Mensageiro de Deus para a nossa era", o último depois de Krishna, Buda, Zoroastro, Moisés, Jesus Cristo e Maomé, até aparecer um outro ainda mais magnífico. Bahá'u'lláh significa "A Glória de Deus" e é o título de Husayn-'Ali, nascido em Teerão de uma família da nobreza persa, a 12 de Novembro de 1817.

O seu pai era um abastado governador de província, mas ele recusou um cargo político e preferiu dedicar-se a acções de filantropia. Juntou-se depois a um comerciante de Shiraz chamado Siyyid 'Ali-Muhammad, posteriormente conhecido como Báb (Porta), o fundador da fé babí e uma espécie de João Baptista que anunciou Bahá'u'lláh como "o Prometido de todas as religiões". Quando Báb foi executado em 1850, Bahá'u'lláh foi primeiro detido e depois desterrado para o Iraque.

Em 1963, foi de novo exilado para Constantinopla e em 1968 foi deportado para Akka, na Palestina otomana. Morreu em 1892. O lugar onde está sepultado, no Monte Carmelo, em Israel, é o maior santuário dos bahá'is.

Da América para Lisboa

Em 1844, várias páginas do III volume do Dicionário Popular, dirigido por Manuel Pinheiro Chagas, já se referiam ao Báb como precursor de Bahá'u'lláh, mas a fé bahá'i só foi divulgada em Portugal em 1926, com a chegada das crentes americanas Martha Root e Florence Schoflocher.

Em Lisboa, proferiram conferências no Clube Rotário, deram entrevistas ao Diário de Notícias e ao Diário de Lisboa e ofereceram livros sobre a nova religião à Biblioteca Nacional. A comunidade só começou, porém, a ser formada a partir de 1943, depois da vinda para Lisboa de Virgínia Orbinson (que vivia em Madrid) e Valeria Nichols (que viajou dos EUA).

Instalaram-se no Hotel Victoria, na Avenida da Liberdade, e uma das primeiras almas que "conquistaram" foi a da proprietária de uma loja de alta-costura no Chiado.
A 20 de Abril de 1949, foi eleito o primeiro Conselho Bahá'i Local de Lisboa e a 20 de Outubro de 1957 foi inaugurado o Centro Bahá'i.A religião de todas as religiõesAinda que perseguidos como uma "heresia" por fundamentalistas islâmicos, sobretudo no Irão, onde muitos têm sido executados, os bahá'is - sete milhões a nível mundial e uns dez mil em Portugal - não parecem temer o futuro.

Estão, aliás, convencidos de que "a paz mundial não é apenas possível mas inevitável". Monoteístas em "progressiva evolução" (aceitam a Bíblia e o Corão), o seu livro mais sagrado é o Kitáb-i-Aqdas, parte de um grande corpo de escrituras onde Bahá'u'lláh ensina que "a Terra é um só país e a humanidade os seus cidadãos".

Entre os vários princípios e leis estão, designadamente, a eliminação de preconceitos de qualquer natureza (raça, classe, crença); a igualdade de oportunidades, direitos e deveres entre o homem e a mulher; a eliminação dos extremos de pobreza e de riqueza; e a harmonia entre religião e ciência.

Assembleias sem clero

Não há clero na fé bahá'i. A vida colectiva da comunidade bahá'i é administrada por conselhos consultivos de nove membros.

Como não há candidaturas individuais, são eleitos os crentes mais votados, a nível local, nacional e internacional, para as assembleias Espirituais Locais, Assembleias Espirituais Nacionais e Casa Universal da Justiça - a sede que funciona em Haifa (Israel).

Como rezam os bahá'is?

Através da oração e da meditação, individual ou na comunidade (seja no centros bahá'i ou nas casas dos crentes - onde frequentemente há música, debate de ideias e partilha de alimentos).

O trabalho com espírito de serviço também é considerado adoração a Deus. As escrituras desta religião contêm numerosas preces para vários objectivos e ocasiões.

Casamento monogâmico

Para os bahá'is, a família é a unidade básica da sociedade, e o casamento monogâmico é a base da vida familiar. Cada um escolhe o seu parceiro, mas os pais "têm o direito e a obrigação de avaliar se dão o seu consentimento" aos filhos.

O casamento é efectuado na presença de duas testemunhas designadas pelo conselho local bahá'i, numa cerimónia simples (embora a festa possa ser opulenta) em que o casal recita o seguinte versículo: "Todos nós cumpriremos a vontade de Deus."

O primeiro casamento baha'i, reconhecido em Portugal foi o de David Ganço (filho do treinador de Nelson Évora), em 22 de Março de 2008. Os casamentos inter-raciais são encorajados para sublinhar a unidade da raça humana.

Divórcio com "um ano de paciência"

Um casal bahá'i pode divorciar-se, mas, primeiro, marido e mulher terão de fazer uma tentativa de reconciliação. Vivem separados pelo menos um ano - "um ano de paciência" - e se, depois desta experiência, ainda desejarem o divórcio, este é concedido.

Prioridade às filhas na educação

Os bahá'is são ardentes defensores da igualdade entre homens e mulheres, mas atribuem grande importância às mães e às filhas.

As mães são consideradas vitais na formação dos jovens como "força poderosa para mudar as sociedades".

Se um casal tiver um rapaz e uma rapariga mas apenas tiver posses para educar um, a prioridade deve ser dada à rapariga, porque "as desigualdades entre homens e mulheres dependem da educação e da oportunidade, não das capacidades".

Contribuições voluntárias e secretas

Todas as contribuições para o Fundo Bahá'i são voluntárias e confidenciais. Ninguém pode ser pressionado a contribuir, e só são aceites contribuições de não bahá'is para projectos sociais, económicos ou educativos.

Proibição de filiação partidária

Os crentes bahá'is estão proibidos de serem membros de partidos políticos, porque consideram que as acções políticas de natureza partidária não respondem aos problemas universais.

Isso não significa que não possam assumir posições públicas sobre questões "puramente sociais e morais" e votar nos candidatos que considerem mais capazes de mudar o mundo.

Este princípio de não envolvimento na política relaciona-se com o ensinamento bahá'i de lealdade ao governo em exercício. “

domingo, 26 de outubro de 2008

ONDE O REAL SE MISTURA COM O MÍSTICO







FIM REPORTAGEM JORNALÍSTICA
================================================================
A Fé Bahá’i - Desenvolvimento do tema, por parte do autor deste site

O Santuário Bahá’í e Jardins no Monte Carmelo, uma das imagens que constam do trabalho jornalístico, situam-se em Haifa – Israel.
Bem no coração do Monte Carmel, em Haifa/Israel, encontra-se o Santuário do Báb, o Profeta -Mártir da religião bahá’i, com belos arranjos paisagísticos, um dos marcos mais conhecidos de Haifa.

A Fé Bahá'í (bahaísmo) é uma fé mundial com suas próprias leis e escrituras sagradas, fundada por Bahá'u'lláh, na antiga Pérsia, actual Irão em 1844. Bahá'u'lláh — título de Mirzá Husayn Ali (1817-1892), significa "Glória de Deus".

Os seus seguidores são conhecidos como Bahá’is. Sendo bahá (بهاء) um termo árabe que significa "Glória" ou "Esplendor".
De acordo com os ensinamentos Bahá’is, todas as religiões são provenientes da Vontade de um único Deus.

A Sua revelação é portanto progressiva, ou seja, em cada época Deus envia os seus Manifestantes para educar a humanidade segundo o desenvolvimento espiritual de cada período.

Os Bahá’is entendem que a história humana foi, por muito tempo, apenas a narração dos acontecimentos de reinos, povos, nações, religiões e ideologias, e que a História da Humanidade, como um todo, começa com a mensagem de Bahá'u'lláh.

O conceito da humanidade como uma única raça e a construção de uma civilização global que respeite a unidade na diversidade é a essência da Fé Bahá’í. Apesar de ser mundial, a Fé Bahá'í não possui dogmas, rituais, clero ou sacerdócio.

Ensinamentos

Unidade
O princípio básico da Fé Bahá´í é a unidade mundial, acreditam que essa unidade é não apenas possível, como também inevitável.

Não se vanglorie o Homem em amar a sua pátria, antes tenha ele glória em amar a sua espécie. A terra é um só país e os seres humanos são seus cidadãos. - Bahá´u´lláh

Bahá´u´lláh traz uma série de condições para que seja estabelecida uma paz universal, entre elas econtram-se:
· A necessidade da unidade mundial
· Eliminação de todos os tipos preconceitos
· Igualdade de direitos e oportunidades para homens e mulheres
· Uma educação compulsória e universal
· Uma língua auxiliar comum a todos os países
· Fim dos extremos de pobreza e riqueza
· A ciência e a religião devem caminhar juntas
Os bahá´ís trabalham para a restauração da vitalidade espiritual da humanidade como um todo através de educação e da consciencialização de que o ser humano é um ser espiritual.

A Busca pela verdade é independente
Bahá´u´lláh ensina que:
· Cada indivíduo deve fazer sua própria e independente busca da verdade.
Os bahá´ís entendem que cada ser humano possui inerente uma capacidade de encontrar o verdadeiro caminho para Deus, e que para isso necessita antes limpar seu coração de todo o preconceito, e apego a este mundo.Bahá´u´lláh exorta a todos a não seguir cegamente o caminho de outras pessoas, mas abrir a mente e por si só buscar incessantemente a Verdade.

É perceptível que a religião está muitas vezes ligada a cultura de um povo, assim, se os pais forem hindus, os filhos serão hindus, se os pais forem cristãos, os filhos serão cristãos.

Na Fé Bahá'í, os filhos dos bahá'ís também devem procurar sua verdade, independente dos pais; Quinze anos, é considerado a idade da maturidade, os jovens nessa época podem tomar a decisão de suas vidas, se aceitam ou não a revelação de Bahá'u'lláh. Os pais podem guiá-lo, mas não interferir em sua decisão.

Propósito da vida


De acordo com os ensinamentos bahá'ís o propósito da existência física é o do desenvolvimento de virtudes ou qualidades espirituais, tais como a bondade, justiça, honestidade, veracidade, compaixão, cortesia e etc. Essas perfeições simbolizam o verdadeiro dom da natureza humana, assim como a natureza de uma planta é crescer, buscar o sol, a natureza humana é amar, buscar a Deus.

Abdu'l-Bahá explica que assim como um bebé no ventre materno, desenvolve seus membros e sentidos para preparar-se para este mundo material, embora não entenderia qual exactamente seria o motivo desse desenvolvimento.

Da mesma maneira, os seres humanos devem buscar desenvolver-se espiritualmente de forma a tornar sua natureza mais pura e elevada.

O desenvolvimento dessas qualidades espirituais pode ser adquiridos seguindo os Ensinamentos e Leis dos Manifestantes de Deus.

Para os bahá'ís, em paralelo a época presente, devem os Homens se voltar a Bahá'u'lláh; as qualidades espirituais são imprescindíveis para a alma.

Dou testemunho, ó meu Deus, de que Tu me criaste para Te conhecer e adorar. Confesso, neste momento, minha incapacidade e Teu poder, minha pobreza e Tua riqueza.

Não há outro Deus além de ti, o Amparo no Perigo, O que subsiste por Si próprio. - Oração do Meio Dia - Bahá´u´lláh

Conceito de Vida e Morte

Segundo a Fé Bahá´í a alma como sendo imortal, após sua separação com o corpo, continuará a desenvolver-se eternamente através dos mundos espirituais de Deus até que atinja Sua presença.
O estado da alma após a morte dependerá das realizações feitas por ela durante este mundo material.

O conceito de céu e inferno para os bahá´ís é verdadeiro, mas foi explicado pelos Manifestantes anteriores de maneira simbólica para um entendimento do povo da época, já que não é possível o ser humano compreender a essência da alma nem ter uma visão sobre os mundos espirituais.
Para os bahá´ís, paraíso = proximidade de Deus e inferno = distância de Deus. O mau não existe para os bahá´ís, ele é simplismente a ausência do bem, assim como a sombra ou escuridão é ausência de luz.
Embora cada alma, nos mundo espirituais, evolua eternamente, a conduta nesse mundo material é um legado que determinará o estado da alma durante toda a eternidade.

Sabe tu, em verdade - a alma depois da sua separação do corpo, continuará a progredir até que atinja a Presença de Deus, num estado e condição que nem a revolução dos tempos e séculos mudará, nem os acasos, e as vicissitudes deste mundo poderão alterar. - Bahá´u´lláh

Bahá´u´lláh enfatiza também, que não devemos fazer o que é certo com a esperança do paraíso, nem medo do inferno.
Devemos servir a humanidade com toda nossa capacidade simplismente por amor a Deus.

Casas de adoração


Os templos Bahá’is têm todos nove entradas, pela simbologia da estrela e de que o número nove é o maior dígito, o número da perfeição.

Assim conhecidas como Casas de Adoração pelos bahá´ís, esses templos são construídos unicamente para a realização de orações.
Não há nenhuma espécie de culto nessas casas, é permitido a livre entrada de pessoas de todas as religiões.
Lá, cada pessoa é incentivada a recitar as palavras reveladas por Deus, sejam estas de Krishna, Moisés, Zoroastro, Buda, Cristo, Maomé, Báb ou Bahá'u'lláh.

Um dos templos mais conhecidos e visitados é o templo da Índia em Nova Delhi, sua arquitetura simboliza uma flor de lotus. Na cidade de Haifa, Israel, existe um outro templo Baha'i, conhecido mundialmente pela sua beleza arquitetônica e seus jardins suspensos.

Actualmente existem apenas nove templos bahá'is. Segue as coordenadas dos mesmos para visualisação via Google Earth:
· Alemanha - 50° 6' 47.24" N 8° 23' 48.07" E
· Austrália - 33° 41' 7.54" S 151° 15' 31.42" E
· Chile - 33° 0' 21.58" S 70° 39' 9.12" W 3D
· Estados Unidos - 42° 4' 27.90" N 87° 41' 3.64" W
· Índia - 28° 33' 12.14" N 77° 15' 31.01" E
· Israel - 32° 48' 48.68" N 34° 59' 11.43" E (Baixa Definição)
· Panamá - 9° 3' 34.90" N 79° 31' 13.75" W (Coberto por uma Nuvem)
· Samoa - 13° 54' 9.37" S 171° 46' 34.45" W
· Uganda - 0° 21' 52.00" N 32° 35' 19.04" E

Os templos bahá´ís simbolizam a Unidade de Deus, Unidade de todos os Seus profetas, Unidade da Humanidade.

O Wikiquote tem uma colecção de citações de ou sobre: Fé Bahá'í
.

sábado, 19 de julho de 2008

Relações libertas de todas as diferenças de cor ou de classe

19 de Julho de 2008: Imagens do último Círculo de Estudos, com base no Livro 2 do Instituto Ruhí, com a presença de três jovens/crianças e sete adultos. AGÊNCIA BAHÁ’I DE NOTÍCAS - BRASIL

É preciso que todo o crente que deseje ser testemunha do rápido progresso da causa de Deus, se dê conta da dupla natureza da sua tarefa.

Em primeiro lugar deve olhar para si próprio e sondar o seu próprio coração para se assegurar que nas suas relações com seus companheiros – relações libertas de todas as diferenças de cor ou de classe – se reconheça cada mais fiel ao espírito da sua bem – amada Fé.

Satisfeito e seguro de exercer ao máximo um esforço consciente em se aproximar mais perto desta posição elevada, a qual agrada ao seu Mestre Misericordioso, que considere em seguida a sua segunda tarefa.

Que se agarre com vigor e confiança necessária ao poder devastador desta forças que já conseguiu subjugar no seu próprio coração.

Completamente enternecido com a infalível eficácia do poder de Bahá’u’lláh, e munido de “armas” essenciais (uma sabedoria prudente e uma firmeza inflexível), se entregue a um constante combate contra as tendências hereditárias, instintos corruptos, entusiasmos passageiros e práticas fraudulentas da sociedade na qual vive e evolui.

(Administração Bahá’í, p. 130, da edição Inglesa, tradução de Deolinda Pereira, em Julho de 2008).

sábado, 28 de junho de 2008

3º Colóquio Internacional - Portugal -2008

“O Contributo das religiões para a Paz”

Por Marco António

Cerca de 150 pessoas participaram no 3º Colóquio Internacional “O Contributo das religiões para a Paz” organizado pela Comissão de Liberdade Religiosa.

O encontro realizou-se em Lisboa e teve a presença de representantes de diversas religiões, provenientes de diversos países.

Na cerimónia de abertura esteve presente o primeiro-ministro José Sócrates, facto que ilustra a importância que o Governo Português atribuiu a este encontro.

Na sessão de abertura também estiveram presentes Mário Soares (presidente da Comissão de Liberdade Religiosa), António Costa (presidente da Câmara Municipal de Lisboa), Alberto Costa (Ministro da Justiça) e D. José Policarpo (Cardeal Patriarca de Lisboa).

Ao usar da palavra, o primeiro-ministro lembrou que nas democracias a liberdade religiosa "não é um tema fácil nem está resolvido", nem tão-pouco é "um dado adquirido".

E citou o presidente americano George Washington que afirmava que os políticos deviam tratar as religiões “com delicadeza, gentileza e afecto."

Defendendo os valores da laicidade, o chefe do governo declarou que esta deve significar neutralidade perante as religiões, mas de modo a que todas tenham espaço para afirmar as suas crenças.

"Acredito profundamente no contributo das religiões para a paz", um valor que, diz o primeiro-ministro, "tão esquecido tem andado na política internacional".

As religiões representadas foram o Hinduísmo, o Budismo, o Judaísmo, o Cristianismo (católico, ortodoxo e evangélico), o Islão (sunita e ismaili), e a Fé Baha’i. Saliente-se também a presença de um “não-crente” entre os oradores.

Das diversas comunicações e intervenções merecem destaque a sugestão de René Samuel Sirat, vice-presidente da Conferência dos Rabinos Europeus, para a criação de um "G8" que congregue líderes religiosos, para promover a compreensão entre os povos.


Também a criação de uma disciplina de estudo de religiões comparadas nas escolas públicas merece destaque mereceu a atenção de diversos intervenientes neste Colóquio.

A Comunidade Baha’i esteve representada por Kishan Manocha, secretário da AEN dos Baha’is do Reino Unido.

Na sua intervenção o Dr. Manocha mencionou que todas as intervenções levam-nos a concluir que existe um fundo comum a todas as religiões.

Acrescentou que o processo gradual de unificação da humanidade é visível em todas as áreas da actividade humana, nomeadamente no facto das religiões serem hoje obrigadas a conviver umas com as outras, expondo a pluralidade religiosa do mundo.

O Dr. Manocha afirmou que existem hoje muitas pessoas frustradas com a incapacidade dos líderes mundiais para lidar com os desafios enfrentados pela humanidade.

Neste campo, as religiões têm que se mostrar capazes de ser instrumentos de paz, pois muitas vezes os seus líderes foram causadores de injustiças, sofrimentos e violência.

Isso foi uma apropriação de instrumentos de paz para conseguir alcançar objectivos pessoais e egoístas. Isso é a corrupção dos verdadeiros valores religiosos.

O representante Baha’i declarou ainda que a religião tem todas as potencialidades para dar um grande contributo para o estabelecimento da Paz Mundial, e pode inspirar as melhores soluções para os problemas que a humanidade hoje enfrenta. Pode também inspirar uma mudança na forma como os seres humanos se relacionam uns com os outros.

No programa deste colóquio constaram ainda diversos encontros oficiais entre os representantes das religiões e entidades oficiais. Foram momentos de convívio e diálogo fraterno indispensáveis a este tipo de eventos.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

The Baha'is of Burma is requesting the friends to offer their humble prayers...







(Bahá'í Prayers )

Dear Friends: In 1878, the Blessed Beauty Baha'u'llah sent a great gift to the land of Burma: two devoted Baha'i teachers. One was named Jamal Effendi and the other was his recent convert to the Faith, Siyyid Mustafa Rumi.

Through the diligent and persistent efforts of these lovers of Baha'u'llah, a strong Baha'i community was eventually built up in Burma. In the days of Abdu'l-Baha, an entire village had become deep believers, and with the permission of the Master, they officially changed the name of their village to Abdu'l-Bahá's Village.

So strong was the Burmese Baha'i community, and so faithful were they to the Covenant, that Abdu'l-Baha Himself gave an even greater gift to the Baha'is in Rangoon when He commissioned Siyyid Mustafa to build the marble sarcophagus that would hold the Sacred Remains of the Bab in the Shrine of the Bab on Mount Carmel in the Holy Land.

One can only imagine how exquisite was the marble from this region for the sacred task it would fulfill, and on which the illustrious calligrapher Mishkin Qalam was instructed by Abdu'l-Baha to inscribe possibly the most beautiful ever "Ya Baha'u'l-Abha" and "Ya Ali 'u'l-Ala".

(Of course in Arabic) (On an interesting local touch, one of the Rangoon Baha'is who embraced the Faith through the loving efforts of Siyyid Mustafa was Dr. Latif, the father of our dear friend and neighbor Dr. Zeena Latif Marshall, and her sisters and brothers who live in New York and London, all of them devoted and loving Baha'is.) In 1978, the Burma Baha'is celebrated 100 years of the Baha'i Faith in Burma.

My dear wife Farideh had the great bounty to attend the Centenary celebrations. Of the 1,000 local Baha'is present in Rangoon, Farideh was one of only 3 foreigners attending, including the Continental Counselor from Jakarta, who brought for the occasion the congratulatory message from the Universal House of Justice which was read at the conference.

Farideh has so many wonderful and inspiring stories about the Burmese Baha'is, many of whom were also 5th generation Baha'is. She of course visited the surrounding areas, even visiting Abdu'l-Baha' s Village and the gravesite of the martyr Siyyid Mustafa Rumi.

In 1959, the Hands of the Cause wrote the following to the Burmese Baha'i community: "It was in the days of 'Abdu'l-Baha, almost sixty years ago, that the illumined and dedicated teacher of the Cause, Siyyid Mustafa Rumi carried the Message of Baha'u'llah to Daidanaw, which became the first all-Baha'i village in the world outside the Cradle of the Faith, and was a great source of joy to the beloved Master.

"After His Ascension, the beloved Guardian continued to shower that same love and care upon you. How often he praised the activities and spirit of the friends of Burma to Baha'is of other lands, extolling you as examples of purity of heart and steadfastness, encouraging many teachers to visit you, giving you a special objective of your own--namely, the formation of your National Assembly in the World Crusade.

How greatly he grieved to learn of your sufferings during the war, the destruction of the Baha'i school and Haziratu'l-Quds in Daidanaw, the assassination of some of the believers, the wide-scale spoliation that took place, and particularly of the ruthless murder of your beloved teacher, Siyyid Mustafa Rumi, that "distinguished pioneer", that "high-minded and noble soul" as he so beautifully characterized him, whom he elevated to the rank of Hand of the Cause, whom he affirmed had attained the station of martyrdom, and whose resting-place he declared was the "foremost shrine" of the Burmese Bahá'í Community.

And last but not least, how blessed you have been to have had the date for the election of your historic National Assembly fixed by the beloved Guardian himself just a short time before his passing." In the past week, the cyclone in Burma cut a devastating swath across the Burmese peninsula, and in its wake took a considerable number of devoted Baha'is to the Next World.

The National Spiritual Assembly of the Baha'is of Burma is requesting the friends to offer their humble prayers for the Baha'is in Burma who are dealing with the aftermath of this disaster, and who must suffer in silence in their ordeals, while they continue in their efforts to bring the healing message of Baha'u'llah to more and more seekers in the days to come.

With loving Baha'i greetings,
Farideh & George
From: Vaughan Smith in Thailand.

Dear friends, Attached are current post cyclone photos of the Baha'i centre, the village, and the Baha'i cemetery where recently twenty people were laid to rest. Also the Baha'i home for the aged.

UM MUNDO EM PAZ


CAPÍTULO III
UM MUNDO EM PAZ

“(…)Pois eventos têm um poder miraculoso para modificar a acção humana e lhe fornecer nova motivação. Basta lembrar-nos, como exemplo disso, das I e II Guerras Mundiais, as quais nos compeliram criar a Liga das Nações e as Nações Unidas. E eventos na Coreia obrigaram o estabelecimento de uma força de política internacional simbólica, com uma rapidez que deliberadamente parlamentares jamais teriam produzido.

Os Bahá’is no mundo inteiro aguardam acontecimentos que venham precipitar acções em cumprimento à Nova Ordem de Bahá’u’lláh – acções para as quais a humanidade, não se acha bastante amadurecida, nem podendo concebê-las ou fazer planos inteligentes para sua realização.

Esses futuros eventos, quando vierem, provavelmente não parecerão benéficos, mas seu impacto, por mais calamitoso que seja, terá ao menos o resultado de precipitar a humanidade numa paz e ordem mundial duradouras.

A paz mundial não é um assunto que se resolva apenas com tratados feitos entre governos. É, isso sim, coisa que interessa a cada cidadão desse lar da humanidade que é o nosso mundo Aí é que se justifica o exercício do nosso livre arbítrio para evitarmos a anulação do progresso e o aniquilamento da espécie humana – o que nos ameaça.

Oxalá tivessem o mesmo ardente zelo pela propaganda da paz como o demonstramos pela guerra!

Foi por esse ideal que Bahá’u’lláh exortou a humanidade nos últimos anos do século dezanove. O ponto cardial dos Seus ensinamentos é a necessidade de ser abolida da consciência de todo o indivíduo, toda a espécie de preconceito. Suas palavras “e pela vontade de Deus, a Suprema Paz virá” implicam no nascimento deste zelo pela paz na nossa consciência social. Pois a vontade do Criador exprime-se nos assuntos humanos somente através da agência da vontade humana.

A lealdade é assunto muito delicado para se tocar, e uma nova orientação é sempre antecipada com receio e apreensão. As treze colónias originais dos Estados Unidos levaram mais de trinta anos para adquirirem uma espécie de unidade na lealdade mais ampla à federação do que ao Estado. Não devemos esperar, pois, que seja diferente ou mais rápido, o modo como os cidadãos dos vários países do mundo possam reagir agora ao momentoso projecto da federação mundial. É muito maior a escala desta, e saõ muita mais complexas as relações envolvidas, do que no caso da fundação dos Estados Unidos.

Como poderemos esperar alcançar lealdade para com o género humano em primeiro lugar, e em segundo lugar à nossa pátria? “Que ninguém se vanglorie de amar seu pais; que se orgulhe, antes, de amar sua espécie,” escreveu Bahá’u’lláh há oitenta anos atrás.

Isto é uma tarefa maior. Mas a vontade de conseguir pode fornecer os meios. Isto deve ser compreendido: o fato de colocarmos o amor à humanidade em primeiro lugar, acima de tudo, não nos veda um saudável orgulho em fazer da nossa nação a mais digna unidade possível na agregação de unidades que venham a compor a sociedade unitária mundial, justamente como o princípio do federalismo não impediu o crescimento sadio dos treze estados ao se fundirem numa nação.

“Vós todos sois os frutos de uma só árvore e as folhas de um só ramo.”

terça-feira, 6 de maio de 2008

17 Maio de 2008 - Período Devocional - Ribeira Brava

Data: 17 de Maio 2008, Sábado.
Local: Ribeira Brava - Madeira.


Venha partilhar com a Comunidade Bahá'í uma Reunião Devocional, com início às 16:30 horas.

“A oração é a água da vida e purifica as nossas almas. Não oramos para pedir mas sim para adorar a Deus. “
Periodicidade: mensal.

terça-feira, 22 de abril de 2008

FELIZ RIDIVÁN DE 2008



Verdadeiramente, todas as coisas criadas foram imersas no mar da purificação quando, ao primeiro dia do Ridván, espargimos sobre a criação inteira os fulgores de Nossos mais sublimes Nomes e excelsos Atributos. Eis, veramente, um sinal de Minha amorosa providência, a qual abrangeu todos os mundos. Convivei, pois, com os seguidores de todas as religiões, e proclamai a Causa de vosso Senhor, o Mais Compassivo.
É esse o próprio diadema de todos os actos, se sois dos que compreendem.
Bahá'u'lláh

segunda-feira, 21 de abril de 2008

20 de Abril de 2008 comemrado também na Madeira






Primeiro dia do Ridván, 20 de Abril de 2008, no Funchal


Das 20 vinte às vinte e uma e trinta horas de vinte de Abril, domingo, de dois mil oito, a Comunidade Bahá’í da Madeira, comemoraram, no Funchal, o Primeiro dia do Ridván, 21 de Abril.

As Boas Novas


“O Prometido de todos os povos do mundo já veio. Todas as nações e comunidades esperam uma Revelação, e Ele, Bahá’u’lláh, é o proeminente Instrutor e Educador de toda a humanidade.”


O Maior Acontecimento da História


Ao estudarmos o que as páginas da história nos revelam acerca da evolução do homem, verificamos ser o factor principal nesse progresso o advento, de tempos em tempos, de homens que ultrapassam as ideias geralmente aceites no seu meio, e se tornam descobridores e reveladores de verdades até então desconhecidas. O inventor, o pioneiro, o génio, o profeta – estes são homens de quem depende primariamente a transformação do mundo…

Através de todos os tempos, sempre que a vida espiritual do homem degenera e a corrupção moral predomina, aparece aquele mais admirável e misterioso dos homens, o profeta. Só, contra o mundo, sem pessoa alguma que o possa ensinar ou guiar, ou até compreender perfeitamente, ou participar de sua responsabilidade, ergue-se ele entre os homens como um vidente entre cegos, proclamando seu evangelho de verdade e rectidão.


Entre os profetas, alguns sobressaem com uma proeminência especial. De tempos em tempos, um grande Revelador Divino – um Krishna, um Zoroastro, um Moisés, um Jesus, um Maomé – aparece no Oriente como um Sol espiritual para iluminar as mentes obscurecidas dos homens e despertar suas almas adormecidas.


Seja qual for o nosso juízo sobre a grandeza relativa desses Reveladores de religião, devemos admitir serem Eles os factores mais potentes na educação humana. Esses profetas são unânimes em declarar que as palavras por Eles proferidas não são Suas, mas que constituem, sim, uma Revelação por Seu intermédio, uma Mensagem Divina da qual são apenas os Portadores.


Nos Seus discursos encontram-se também inúmeras promessas e referencias a um grande Educador Mundial destinado a aparecer na “plenitude dos tempos”, um que há-de continuar a levar à fruição a tarefa por Eles começada, estabelecendo um reino de paz e justiça na Terra e unindo numa só família todas as raças, religiões e tribos, “para que haja somente um rebanho e um Pastor”, e todos, “do menor ao maior possam conhecer e amar a Deus.

A vinda desse “Educador da Humanidade”, no fim da era, deve ser certamente o maior acontecimento da história. E a Fé Bahá’i proclama ao mundo as boas novas de que esse Educador, de facto, já veio, e Sua Revelação foi transmitida e escrita, podendo assim ser estudada por qualquer pesquisador sincero – que o “Dia do Senhor” já alvoreceu, o “Sol da Justiça” se tornou visível. (in Bahá’u’lláh e a Nova Era)

Verdadeiramente nenhum Deus há senão Eu


As Escrituras Bahá’is contêm muitas passagens que lançam luz sobre a natureza da Manifestação e da Sua relação com Deus. Bahá’u’lláh salienta a natureza singular e transcendente do Ser Supremo.


Ele explica que “desde que não pode haver laço de comunhão directa para ligar o Deus Uno e Verdadeiro à Sua criação” Deus ordena que “em cada era e dispensação uma Alma pura e imaculada Se manifeste nos reinos da terra e do céu”. Esse “Ser misterioso e etéreo”, o Manifestante de Deus, tem uma natureza humana, “pertencente ao mundo da matéria”, e uma natureza espiritual, “oriunda da essência do próprio Deus”. Ele também possui “um grau duplo”:


O primeiro, o qual se relaciona à Sua mais íntima realidade, representa-O como Alguém cuja voz é a voz do próprio Deus… O segundo grau é o humano, exemplificado pelos seguintes versículos: “Sou apenas um homem como vós”. “Dize, louvado seja meu Senhor! Serei Eu mais que um homem, um apóstolo?”
Bahá’u’lláh também afirma que no reino espiritual há uma “unidade essencial” entre todos os Manifestantes de Deus. Todos Eles revelam a “Beleza de Deus”, manifestam Seus nomes e atributos e dão expressão à Sua Revelação. Nesse sentido, Ele assevera:


“Se qualquer um dos Manifestantes de Deus – Aqueles que a tudo abrangem – declarasse: “Sou Deus”, Ele certamente diria a verdade, sem a menor dúvida. Pois já foi demonstrado, repetidas vezes que, através de Sua Revelação, Seus atributos e nomes, tornam-se manifestos no mundo a Revelação, os nomes e os atributos de Deus… (in Kitáb-I-Aqdas)


Bahá’u’lláh (1817-1892)



Nascido em 1817, Bahá’u’lláh era membro de uma das destacadas famílias nobres da Pérsia – uma família que podia traçar sua linhagem até as dinastias reinantes do passado imperial da Pérsia, sendo dotada de riqueza e vastas possessões. Pondo de lado a Sua posição na corte e as vantagens que esta Lhe oferecia, Bahá’u’láh tornou-se conhecido por Sua generosidade e bondade, as quais O tornaram profundamente amado por Seus concidadãos.


Esta posição privilegiada, contudo, não se manteve por muito tempo após Bahá’u’lláh anunciar Seu apoio à mensagem do Báb. Arrastado pelas ondas de violência desencadeadas sobre os babis após a execução do Báb, Bahá’u’lláh sofreu não somente a perda de todos os Seus bens terrenos, como foi também sujeitado ao cativeiro, à tortura e a uma série de exílios. O primeiro deles foi para Bagdáde, onde, em 1863, anunciou ser Ele próprio Aquele prometido pelo Báb. De Bagdáde, Bahá’u’lláh foi desterrado para Constantinopla, Adrianópolis e, finalmente, para AKKá, na Terra Santa, onde desembarcou como prisioneiro em 1868, condição esta que durou até à Sua morte a 29 de Maio de 1892.

Sua Declaração no Jardim de Ridván – jardim este que ficava fora de Bagdade, do outro lado do Rio Tigre, e no qual Bahá’u’lláh foi convidado a permanecer durante 12 dias.


Foi a 2 de Abril de 1863, em véspesras do Seu doloroso desterro para Constantinopla, que Bahá’u’lláh e os Seus companheiros deixaram Bagdade. Toda a cidade veio vê-Lo antes de partir – amigos e não amigos. Era uma multidão de pessoas. Mulheres que choravam e prostravam seus bebés e filhos pequenos aos Seus pés. Bahá’u’lláh, cuidadosamente pegava em cada uma destas crianças, abençoava-as, e amorosamente as devolvia aos braços das mães dizendo a cada uma: “Educai estas flores encantadoras da humanidade para servir Deus com fidelidade e uma fé inabalável.


Que dia agitado! Os homens lançavam-se no Seu caminho para que pudessem ser tocados e abençoados enquanto Ele passava.


Bahá’u’lláh entrou no barco para atravessar o Rio Tigre, e as pessoas comprimiam-se em Seu redor. Não queriam perder um só momento desta oportunidade em estar na Sua Presença. Finalmente, o barco partiu. E todos os que ficaram para trás viam-no partir com os corações a sangrar.


Quando chegaram ao jardim, foi montada uma tenda para Bahá’u’lláh e mais cinco ou seis para os amigos. Uns eram cozinheiros outros serviram como sabiam. Enquanto Bahá’u’lláh permaneceu no jardim (mais tarde conhecido como O Jardim do Ridván), houve, por vários dias, um vento muito forte. Sua tenda balançava no vento. Os amigos, com medo que ela caísse, faziam turnos dia e noite, sentados nas cordas, segurando-as para que não rebentassem. Faziam isto com muita alegria, porque assim podiam estar perto do Seu Senhor Glorioso.


Permaneceram no Jardim do Ridván durante doze dias. Esses dias são agora chamados de a Festa do Ridván, ou “Festa do Paraíso”. São os dias mais sagrados no ano Bahá’i. Foi durante aqueles doze dias que Bahá’u’lláh anunciou aos seus companheiros que Ele era O Prometido há muito esperado, O Maior Anuncio, prometido por Maomé, Aquele que Deus tornará manifesto, prometido por todos os Profetas e Livros Sagrados do passado.


Finalmente Deus tinha cumprido as Suas promessas à humanidade e dado ao mundo o Maior Mestre. As épocas da profecia tinham chegado ao fim, e a Idade do Cumprimento começado. Iniciara-se, final mente, a Maior Fraternidade Mundial, O reino de Deus na Terra, a Idade Áurea da Paz e da compreensão. (in “A História da Vida de Bahá’u’lláh”, por Lowell Johnson)


2008-04-20 Deolinda Pereira

domingo, 13 de abril de 2008

UNIDADE MUNDIAL - Extractos do capítulo II


“HOUVE UM HOMEM


Bahá’u’lláh é a mais extraordinária figura espiritual, e a mais progressiva das produzidas pelo século dezanove. A história da Sua vida é dramática. Nasceu em Teerão, Irão, em 1817, descendente de nobre e rica família. Seu pai era Ministro de Estado no governo do Xá.

Jovem brilhante, a Sua extraordinária força de atracção era sentida por todos. Nunca frequentou escola ou universidade, sendo-lhe ministrados em casa apenas os rudimentos da educação. Cedo na vida, entretanto, Ele se distinguiu pela Sua sabedoria e conhecimentos extraordinários, bem como por Sua generosidade e bondade para com todos.

Esperava-se que Bahá’u’lláh, como primogénito, seguisse a tradição da família, dedicando-se à carreira de estadista, mas, em vez disso, escolheu a vereda da reforma religiosa e humanitária, a qual se transformou, a seu tempo, em grande movimento mundial, conduzindo-O, todavia por espinhosos caminhos de perseguição, exílio e prisão perpétua.

O clero islâmico do Irão não apreciou com muita satisfação as fortes correntes de reforma que Bahá’u’lláh lhe dirigiu e, possuindo o controle tanto da igreja como o da lei, conseguiu banir o Profeta para a colónia penal turca de AKKÁ, na Palestina. Nessa cidade, em cujo clima pestilento poucos prisioneiros podiam sobreviver por muito tempo, Bahá’u’lláh foi mantido prisioneiro de 1868 a 1892 – encarcerado, às vezes, num fétido calabouço, outras, num conjunto residencial.

Bahá’u’lláh tinha tal poder de conquistar o amor dos governantes turcos de AKKÁ, que tinham que ser trocados frequentemente pelo Sultão. A um desse governantes que se tornou Seu amigo, Bahá’u’lláh deu uma pena que fora humilde instrumento de revelação. O filho desse governante, Prof. Fikret Bey, do Robert College em Constantinopla, mostrou-me esta pena, em 1908, como um dos seus bens mais estimados.

Por ocasião da sua morte, em 1892, Seu filho mais velho, Abdu’l-Bahá, tornou-se, por designação do Profeta, líder e expositor da recém-nascida Fé Mundial Bahá’i, cujos ensinamentos atingiram este país (Estados Unidos da América), pela primeira vez em 1893, no Congresso das Religiões Mundiais, durante, a Feira Mundial de Chicago. Também Abdu’l-Bahá permaneceu prisioneiro em AKKÁ , até o ano 1912. Passou um ano nos Estados Unidos numa viagem missionária de costa a costa.

O escritor teve o privilégio de visitar Abdu’l-Bahá em Fevereiro de 1908 – enquanto ainda prisioneiro e, novamente em 1910, quando ele finalmente era livre e residia num local de altitude mais saudável, nas encostas do Monte Carmelo – passando na primeira, três dias como seu convidado, e na segunda, uma semana. Mais tarde o privilégio de muita intimidade com esse grande líder espiritual – que parecia ser a própria essência de sabedoria e amor – foi renovado em Paris, Washington, Boston e Nova York.

O âmago da mensagem universal de Bahá’u’lláh consiste na paz e unidade mundial, - conceito este, no qual, antes de 1860, nem a Europa nem a América tinham o menor interesse, e muito menos o Oriente…”

sexta-feira, 21 de março de 2008

1. QUE NOS RESERVA O DIA DE AMANHÃ?

Que nos reserva o dia de amanhã? Este é o pensamento ansioso presente em todas as mentes. É a questão vital que absorve não só o nosso país, mas as demais nações do mundo.
A própria humanidade tem nas suas mãos o poder de determinar o que nos trará o dia de amanhã. O futuro está dentro do domínio da nossa vontade. Mas qual é a nossa vontade? Vontade de paz ou vontade de guerra? Vontade de viver em anarquia internacional, ou em unidade mundial e organização internacional?
Na sua carta de Ano Novo de 1949, o Whaley - Eaton Service proclamou esta mensagem: - "Um facto é indiscutível: o mundo antigo já se foi para nunca mais voltar. Um novo mundo deve ser construído, com novos objectivos e novos métodos para alcançá-los. Que espécie de mundo novo? Onde é que nos encontramos, e para onde é que estamos a nos deixar levar?"
(...) Mas os problemas das nações individualmente, não são nada comparados com os problemas do mundo inteiro, como uma arena de conflitos planetários que clama soluções planetárias. Soluções indivduais não são suficientes. Nenhuma nação pode viver isoladamente agora. As soluções precisam ter carácter universal.
E assim como cada grupo nacional anseia desesperadamente por orientação, também o planeta como um todo clama por líderes de acção mundial, dotados de visão e poder de influência tão grandes que possam movimentar toda a humanidade para frente, livrando-a do seu dilema, do seu caos, e guiando-a a um futuro de ordem e segurança, de paz e fraternidade, de justiça e amor universais. Este líder apareceu no século dezanove, trazendo uma mensagem de progresso espiritual, como também secular - profundamente espiritual, embora sobretudo prática - o que sobsequentemente evoluiu num movimento que abranage o mundo.

APRESENTAÇÃO DESTA PÁGINA

Apresentação desta página

O título desta página foi-nos inspirado pelo livro "UNIDADE MUNDIAL - Um Modelo para a Sociedade Futura", Editora Bahá'i, Brasil, Rio de Janeiro, 1981. O título do original em inglês é "Tomorrow and Tomorrow", tradução de Leonora Armstrong.


A obra é composta por 10 capítulos:

  1. Que nos Reserva o Dia de Amanhã?
  2. Houve um Homem
  3. Um Mundo em Paz
  4. Uma Nova Ordem Mundial
  5. A Solução do Problema Económico
  6. É Preciso Eliminar os Preconceitos
  7. Um Mundo - Uma Língua
  8. Ciência e Religião
  9. Educação
  10. Este Século Radiante


É nossa intenção, a partir de hoje, 21 de Março de 2008, de 19 em 19 dias, transcrever pequenos extractos de cada um dos referidos capítulos. É uma grande satisfação poder compartilhar partes da mensagem contida no livro acima referido.

quinta-feira, 20 de março de 2008

BAHÁÍS DA MADEIRA COMEMORAM O ANO NOVO DE 2008








FESTIVAL DE NAW-RÚZ

Os Bahá’is da Madeira/Portugal celebraram o Ano novo Bahá'í de 2008

A FESTA DE NAW-RÚZ - O ANO NOVO BAHÁ´Í

Os calendários são convenções criadas para designar os dias e agrupá-los em unidades de tempo maiores, os meses e os anos. São invenções antigas, datando do início da história humana, e são importantes tanto para a vida religiosa como para todos os outros aspectos da vida comunitária.

Quase todos os calendários são baseados em três ciclos da natureza: o dia, o mês lunar e o ano solar.

A vantagem de usar o mês lunar é que esse período de tempo pode ser observado no céu, não exigindo cálculos sofisticados.

O ano solar é útil para propósitos administrativos, pois a cobrança de impostos, muitos festivais religiosos e outras actividades anuais devem estar sincronizados com as estações do ano.

Muitos calendários também incorporam um ciclo intermediário entre o dia e o mês, como a semana de sete dias, que reflecte as necessidades de devoção religiosa periódica e os dias normais de trabalho.

O calendário religioso bahá´í, chamado de “Badí” (Magnífico) – foi criado no século XIX por Báb (1819-1850), o precursor de Bahá’u’lláh (1817-1892), o fundador da Fé Bahá´í. O Báb especificou que o ano consistia de 19 meses de 19 dias cada, formando 361 dias.

O ano se inicia no Naw-Rúz (21 de Março), o antigo Ano Novo zoroastriano, que cai no equinócio vernal (primavera no hemisfério norte e Outono no hemisfério sul).

Os meses tinham os nomes dos atributos de Deus, e os 19 dias de cada mês tinham os mesmos nomes do mês.

O primeiro ano do calendário Badí começou com o Naw-Rúz de 1844; o Naw-Rúz imediatamente antes da declaração do Báb em Shiráz, ao seu primeiro discípulo, Mulá Husayn, ao qual revelou sua posição missionária.

Foi Bahá´u´lláh que determinou que o calendário Badí devia ser contado a partir do Naw-Rúz de 1844, o ano da Declaração do Báb.

Os dias intercalares (26,27, 28 de Fevereiro, e o dia 29 nos anos bissextos) foram colocados antes do 19º mês, e foram chamados de Ayyám-i-Há, os dias de Há, e foram dedicados à hospitalidade e à caridade e, como elucidado por Shoghi Effendi, para dar e receber presentes.


O Naw-Rúz é o dia de Bahá do mês de Bahá, e o Báb o chamou de “o Dia de Deus” (yawmu´lláh).

“Louvado sejas, ó meu Deus, por haveres ordenado o Naw-Rúz como um festival para aqueles que observaram o jejum por amor a Ti e se abstiveram de tudo o que Tu desaprovas. Permite, ó meu Senhor, que o fogo de Teu amor e o ardor causado pelo jejum por Ti prescrito, os inflamem na Tua causa e os façam ocuparem-se com Teu louvor e Tua menção.”

Fontes: O livro de John Wallbridge, Sacred Acts, Sacred Space, Sacred Time.
Editora George Ronald, Oxford, Inglaterra – 1996.
Pgs. 174-183
Livro de Orações e Meditações Bahá´ís, p. 203