domingo, 11 de dezembro de 2011

O BEM E O MAL - CONFERÊNCIA INTERCONFESSIONAL, NA MADEIRA, 10/12/2011

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 O Bem e o Mal à luz das Escrituras Bahá’is.
BAHÁ'U'LLÁH
(1817-1892)
FUNDADOR DA FÉ BAHÁ'Í
Bahá'u'lláh nasceu na Pérsia (Irão) em 1817. Filho de um Ministro do Estado, de família nobre, ainda jovem rejeitou uma vida de riquezas e honrarias mundanas para seguir os ensinamentos de um jovem Profeta, de nome O Báb, conterrâneo Seu, seguindo-se uma vida de prisões e exílios, por quarenta anos, a partir de 1852.
Mais tarde, em 1863, Ele próprio revelou ser o Mensageiro Divino anunciado pelo Báb, para cumprir uma missão de renovação da fé na espécie humana e para abrir caminho para uma Nova Era na história da Humanidade, de unidade e fraternidade, de paz e progresso, a era da maturidade humana e da plena revelação de todo o seu potencial divino.
Bahá'u'lláh faleceu em 1892, em 'Akká, Israel, havendo hoje milhões de Seus seguidores em todas as partes do mundo. Segundo a Enciclopédia Britânica, a Fé Bahá'í é a segunda religião mais espalhada no mundo.

1.    Abra o livro da História da Humanidade, em qualquer parte, e verá esta pergunta repetida inúmeras vezes: Que é o bem e que é o mal?
 Existe uma medida absoluta, final e inquestionável do bem e do mal, que tivesse sido estabelecida desde os tempos primórdios, e permaneça até não existir mais o tempo? Para alguns a resposta está nos Dez Mandamentos; para outros, depende das condições de tempo e lugar.

2.    No sentido comum, o mal é tudo o que afeta o individuo.
Tudo que o faça sofrer ou prejudicar, quer fisica ou moralmente.
No sentido moral, o mal é tudo o que é objeto de desaprovação e contra o qual o homem deve lutar (o pecado, o erro, a crueldade, a violencia....)
O bem deve ser um ideal do qual o mundo imperfeito se deve procurar aproximar.

3.    As realidades intelectuais, tais como as admiráveis qualidades e perfeições do homem, são puramente boas e existem. O mal é simplesmente sua inexistência. Assim, ignorância é apenas falta de conhecimento, o erro significa a falta de orientação. Quando nos falha a memória, chamamos isso de esquecimento, e quando o bom senso se ausenta, alegamos a presença de estupidez. Nenhum destes males, no entanto, realmente existe.

"O mal não existe, é a ausência do bem."
Bahá'ís não acreditam na existência do mal como uma entidade separada:
"As realidades intelectuais, como todas as qualidades e admiráveis ​​perfeições do homem, são puramente bom, e existe mal é simplesmente a sua inexistência Então a ignorância é a falta de conhecimento;.. Erro é a falta de orientação; esquecimento é a falta de memória ; estupidez é a falta de bom senso Todas essas coisas não têm existência real..
Da mesma forma, as realidades sensíveis são absolutamente bom, eo mal é devido à sua não-existência - isto é, a cegueira é a falta de visão, surdez é a falta de audição, a pobreza é a falta de riqueza, a doença é falta de morte de saúde, é a falta de vida, e fraqueza é a falta de força. "

O mal é relativo
As coisas podem ser mal em relação a um outro, mas não o mal em si:
"No entanto uma dúvida ocorre à mente - isto é, escorpiões e serpentes são venenosas Eles são bons ou maus, pois eles são seres existentes Sim um escorpião é o mal em relação ao homem, uma serpente é o mal em relação ao homem, mas.? em relação a si mesmos, eles não são maus, pois seu veneno é a sua arma, e por sua picada que se defender ... é possível que uma coisa em relação a outro pode ser mal, e ao mesmo tempo, dentro dos limites de sua sendo adequada pode não ser o mal Então se for provado que não há mal em existência;. tudo o que Deus criou Ele criou boas Este mal é nada;.. assim a morte é a ausência de vida Quando o homem não recebe mais a vida, ele morre . A escuridão é a ausência de luz: Quando não há luz, há escuridão A luz é uma coisa existente, mas a escuridão não existe riqueza é uma coisa existente, mas a pobreza é inexistente "...
"Esta natureza inferior do homem é simbolizado como Satanás -. O ego mal dentro de nós, e não uma personalidade fora do mal"

"Todos os males se reduzem à inexistencia. O bem existe; o mal é inexistente"
"Sabemos que os seres se dividem em duas categorias: materiais e espirituais, ou seja, os percetíveis aos sentidos, e os puramente intlectuais.

As coisas sensíveis são aquelas percebidas pelos cinco sentidos exteriores, como, por exemplo, as realidades externas vistas pelos olhos, enquanto as intelectuais são aquelas que não têm existência externa, sendo apenas conceitos mentais. A mente em si, por exemplo, é uma coisa intelectual; não tem existência externa. Todas as carateríssticas e qualidades do homem formam uma existência puramente intelectual, não sendo elas coisas sensíveis.


Numa palavra, as realidades intelectuais, tais como as admiráveis qualidades e perfeições do homem, são puramente boas e existem. O mal é simplesmente sua inexistência. Assim, ignorância é apenas falta de conhecimento, o erro significa a falta de orientação. Quando nos falha a memória, chamamos isso de esquecimento, e quando o bom senso se ausenta, alegamos a presença de estupidez. Nenhum destes males, no entanto, realmente existe.

De modo idêntico, as realidades sensíveis são absolutamente boas; é de sua ausência que o mal provém. Assim a cegueira da visão, bem como a surdez significa a falta da audição. A pobreza implica na carência da riqueza, a doença na da saúde, a fraqueza na da força, e a própria morte nada mais é que a falta de vida..." (Abdu'l-Bahá).
A fim de nos tornarmos pessoas de bem e de paz, Bahá'u'lláh, no Seu Sacratíssimo Livro, o KITAB-I-AQDAS, assim se dirige aos povos do mundo:

"Verdadeiramente Nós vos ordenamos resistir aos ditames das más paixões e desejos corruptos e não transpor os limites que a Pena do altíssimo fixou, pois são o alento de vida para todas as coisas criadas". (K2)

...Considerai a misericórdia de Deus e Suas dádivas. Ele ordena o que vos beneficiará, embora Ele própria bem possa dispensar todas as criaturas. Vossas más ações jamais Nos haverão de prejudicar... (K59)


Ó FILHO DO ESPÍRITO! Meu primeiro conselho é este: Possui um coração puro, bondoso e radiante, para que seja tua uma soberania antiga, imperecível e eterna.

Ó FILHO DO SER!
Como pudeste esquecer as tuas próprias faltas e ocupar-te com as alheias? Quem assim fizer, será por Mim abominado.

Ó FILHO DO HOMEM!
Nem sequer sussurres os pecados alheios enquanto tu próprio fores pecador. Fosses tu transgredir este mandamento, maldito serias, e disso dou testemunho.

Ó FILHO DO SER!
Não atribuas a nenhuma alma o que não desejarias que a ti fosse atribuído, nem digas o que não cumpres. É este Meu mandamento a ti; observa-o.

Ó COMPANHEIRO DE MEU TRONO!

Nenhum mal deves tu ouvir, nem ver; não te rebaixes, nem suspires, nem chores. Nenhum mal deves falar, para que não o ouças falado a ti; nem aumentes as faltas alheias, a fim de que as tuas próprias não se afigurem grandes.

Não desejes a humilhação de ninguém, para que não se torne evidente tua própria humilhação. 

Vive, pois, os dias de tua vida, os quais são menos de um momento fugaz, mantendo sem mancha a tua mente, imaculado teu coração, puros teus pensamentos e santificada tua natureza, de modo que, livre e contente, possas abandonar essa forma mortal, recolher-te ao paraíso místico e habitar, para todo o sempre, no reino eterno
(Favor completar a leitura clicando no vídeo)

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