quinta-feira, 22 de maio de 2008

The Baha'is of Burma is requesting the friends to offer their humble prayers...







(Bahá'í Prayers )

Dear Friends: In 1878, the Blessed Beauty Baha'u'llah sent a great gift to the land of Burma: two devoted Baha'i teachers. One was named Jamal Effendi and the other was his recent convert to the Faith, Siyyid Mustafa Rumi.

Through the diligent and persistent efforts of these lovers of Baha'u'llah, a strong Baha'i community was eventually built up in Burma. In the days of Abdu'l-Baha, an entire village had become deep believers, and with the permission of the Master, they officially changed the name of their village to Abdu'l-Bahá's Village.

So strong was the Burmese Baha'i community, and so faithful were they to the Covenant, that Abdu'l-Baha Himself gave an even greater gift to the Baha'is in Rangoon when He commissioned Siyyid Mustafa to build the marble sarcophagus that would hold the Sacred Remains of the Bab in the Shrine of the Bab on Mount Carmel in the Holy Land.

One can only imagine how exquisite was the marble from this region for the sacred task it would fulfill, and on which the illustrious calligrapher Mishkin Qalam was instructed by Abdu'l-Baha to inscribe possibly the most beautiful ever "Ya Baha'u'l-Abha" and "Ya Ali 'u'l-Ala".

(Of course in Arabic) (On an interesting local touch, one of the Rangoon Baha'is who embraced the Faith through the loving efforts of Siyyid Mustafa was Dr. Latif, the father of our dear friend and neighbor Dr. Zeena Latif Marshall, and her sisters and brothers who live in New York and London, all of them devoted and loving Baha'is.) In 1978, the Burma Baha'is celebrated 100 years of the Baha'i Faith in Burma.

My dear wife Farideh had the great bounty to attend the Centenary celebrations. Of the 1,000 local Baha'is present in Rangoon, Farideh was one of only 3 foreigners attending, including the Continental Counselor from Jakarta, who brought for the occasion the congratulatory message from the Universal House of Justice which was read at the conference.

Farideh has so many wonderful and inspiring stories about the Burmese Baha'is, many of whom were also 5th generation Baha'is. She of course visited the surrounding areas, even visiting Abdu'l-Baha' s Village and the gravesite of the martyr Siyyid Mustafa Rumi.

In 1959, the Hands of the Cause wrote the following to the Burmese Baha'i community: "It was in the days of 'Abdu'l-Baha, almost sixty years ago, that the illumined and dedicated teacher of the Cause, Siyyid Mustafa Rumi carried the Message of Baha'u'llah to Daidanaw, which became the first all-Baha'i village in the world outside the Cradle of the Faith, and was a great source of joy to the beloved Master.

"After His Ascension, the beloved Guardian continued to shower that same love and care upon you. How often he praised the activities and spirit of the friends of Burma to Baha'is of other lands, extolling you as examples of purity of heart and steadfastness, encouraging many teachers to visit you, giving you a special objective of your own--namely, the formation of your National Assembly in the World Crusade.

How greatly he grieved to learn of your sufferings during the war, the destruction of the Baha'i school and Haziratu'l-Quds in Daidanaw, the assassination of some of the believers, the wide-scale spoliation that took place, and particularly of the ruthless murder of your beloved teacher, Siyyid Mustafa Rumi, that "distinguished pioneer", that "high-minded and noble soul" as he so beautifully characterized him, whom he elevated to the rank of Hand of the Cause, whom he affirmed had attained the station of martyrdom, and whose resting-place he declared was the "foremost shrine" of the Burmese Bahá'í Community.

And last but not least, how blessed you have been to have had the date for the election of your historic National Assembly fixed by the beloved Guardian himself just a short time before his passing." In the past week, the cyclone in Burma cut a devastating swath across the Burmese peninsula, and in its wake took a considerable number of devoted Baha'is to the Next World.

The National Spiritual Assembly of the Baha'is of Burma is requesting the friends to offer their humble prayers for the Baha'is in Burma who are dealing with the aftermath of this disaster, and who must suffer in silence in their ordeals, while they continue in their efforts to bring the healing message of Baha'u'llah to more and more seekers in the days to come.

With loving Baha'i greetings,
Farideh & George
From: Vaughan Smith in Thailand.

Dear friends, Attached are current post cyclone photos of the Baha'i centre, the village, and the Baha'i cemetery where recently twenty people were laid to rest. Also the Baha'i home for the aged.

UM MUNDO EM PAZ


CAPÍTULO III
UM MUNDO EM PAZ

“(…)Pois eventos têm um poder miraculoso para modificar a acção humana e lhe fornecer nova motivação. Basta lembrar-nos, como exemplo disso, das I e II Guerras Mundiais, as quais nos compeliram criar a Liga das Nações e as Nações Unidas. E eventos na Coreia obrigaram o estabelecimento de uma força de política internacional simbólica, com uma rapidez que deliberadamente parlamentares jamais teriam produzido.

Os Bahá’is no mundo inteiro aguardam acontecimentos que venham precipitar acções em cumprimento à Nova Ordem de Bahá’u’lláh – acções para as quais a humanidade, não se acha bastante amadurecida, nem podendo concebê-las ou fazer planos inteligentes para sua realização.

Esses futuros eventos, quando vierem, provavelmente não parecerão benéficos, mas seu impacto, por mais calamitoso que seja, terá ao menos o resultado de precipitar a humanidade numa paz e ordem mundial duradouras.

A paz mundial não é um assunto que se resolva apenas com tratados feitos entre governos. É, isso sim, coisa que interessa a cada cidadão desse lar da humanidade que é o nosso mundo Aí é que se justifica o exercício do nosso livre arbítrio para evitarmos a anulação do progresso e o aniquilamento da espécie humana – o que nos ameaça.

Oxalá tivessem o mesmo ardente zelo pela propaganda da paz como o demonstramos pela guerra!

Foi por esse ideal que Bahá’u’lláh exortou a humanidade nos últimos anos do século dezanove. O ponto cardial dos Seus ensinamentos é a necessidade de ser abolida da consciência de todo o indivíduo, toda a espécie de preconceito. Suas palavras “e pela vontade de Deus, a Suprema Paz virá” implicam no nascimento deste zelo pela paz na nossa consciência social. Pois a vontade do Criador exprime-se nos assuntos humanos somente através da agência da vontade humana.

A lealdade é assunto muito delicado para se tocar, e uma nova orientação é sempre antecipada com receio e apreensão. As treze colónias originais dos Estados Unidos levaram mais de trinta anos para adquirirem uma espécie de unidade na lealdade mais ampla à federação do que ao Estado. Não devemos esperar, pois, que seja diferente ou mais rápido, o modo como os cidadãos dos vários países do mundo possam reagir agora ao momentoso projecto da federação mundial. É muito maior a escala desta, e saõ muita mais complexas as relações envolvidas, do que no caso da fundação dos Estados Unidos.

Como poderemos esperar alcançar lealdade para com o género humano em primeiro lugar, e em segundo lugar à nossa pátria? “Que ninguém se vanglorie de amar seu pais; que se orgulhe, antes, de amar sua espécie,” escreveu Bahá’u’lláh há oitenta anos atrás.

Isto é uma tarefa maior. Mas a vontade de conseguir pode fornecer os meios. Isto deve ser compreendido: o fato de colocarmos o amor à humanidade em primeiro lugar, acima de tudo, não nos veda um saudável orgulho em fazer da nossa nação a mais digna unidade possível na agregação de unidades que venham a compor a sociedade unitária mundial, justamente como o princípio do federalismo não impediu o crescimento sadio dos treze estados ao se fundirem numa nação.

“Vós todos sois os frutos de uma só árvore e as folhas de um só ramo.”

terça-feira, 6 de maio de 2008

17 Maio de 2008 - Período Devocional - Ribeira Brava

Data: 17 de Maio 2008, Sábado.
Local: Ribeira Brava - Madeira.


Venha partilhar com a Comunidade Bahá'í uma Reunião Devocional, com início às 16:30 horas.

“A oração é a água da vida e purifica as nossas almas. Não oramos para pedir mas sim para adorar a Deus. “
Periodicidade: mensal.

terça-feira, 22 de abril de 2008

FELIZ RIDIVÁN DE 2008



Verdadeiramente, todas as coisas criadas foram imersas no mar da purificação quando, ao primeiro dia do Ridván, espargimos sobre a criação inteira os fulgores de Nossos mais sublimes Nomes e excelsos Atributos. Eis, veramente, um sinal de Minha amorosa providência, a qual abrangeu todos os mundos. Convivei, pois, com os seguidores de todas as religiões, e proclamai a Causa de vosso Senhor, o Mais Compassivo.
É esse o próprio diadema de todos os actos, se sois dos que compreendem.
Bahá'u'lláh

segunda-feira, 21 de abril de 2008

20 de Abril de 2008 comemrado também na Madeira






Primeiro dia do Ridván, 20 de Abril de 2008, no Funchal


Das 20 vinte às vinte e uma e trinta horas de vinte de Abril, domingo, de dois mil oito, a Comunidade Bahá’í da Madeira, comemoraram, no Funchal, o Primeiro dia do Ridván, 21 de Abril.

As Boas Novas


“O Prometido de todos os povos do mundo já veio. Todas as nações e comunidades esperam uma Revelação, e Ele, Bahá’u’lláh, é o proeminente Instrutor e Educador de toda a humanidade.”


O Maior Acontecimento da História


Ao estudarmos o que as páginas da história nos revelam acerca da evolução do homem, verificamos ser o factor principal nesse progresso o advento, de tempos em tempos, de homens que ultrapassam as ideias geralmente aceites no seu meio, e se tornam descobridores e reveladores de verdades até então desconhecidas. O inventor, o pioneiro, o génio, o profeta – estes são homens de quem depende primariamente a transformação do mundo…

Através de todos os tempos, sempre que a vida espiritual do homem degenera e a corrupção moral predomina, aparece aquele mais admirável e misterioso dos homens, o profeta. Só, contra o mundo, sem pessoa alguma que o possa ensinar ou guiar, ou até compreender perfeitamente, ou participar de sua responsabilidade, ergue-se ele entre os homens como um vidente entre cegos, proclamando seu evangelho de verdade e rectidão.


Entre os profetas, alguns sobressaem com uma proeminência especial. De tempos em tempos, um grande Revelador Divino – um Krishna, um Zoroastro, um Moisés, um Jesus, um Maomé – aparece no Oriente como um Sol espiritual para iluminar as mentes obscurecidas dos homens e despertar suas almas adormecidas.


Seja qual for o nosso juízo sobre a grandeza relativa desses Reveladores de religião, devemos admitir serem Eles os factores mais potentes na educação humana. Esses profetas são unânimes em declarar que as palavras por Eles proferidas não são Suas, mas que constituem, sim, uma Revelação por Seu intermédio, uma Mensagem Divina da qual são apenas os Portadores.


Nos Seus discursos encontram-se também inúmeras promessas e referencias a um grande Educador Mundial destinado a aparecer na “plenitude dos tempos”, um que há-de continuar a levar à fruição a tarefa por Eles começada, estabelecendo um reino de paz e justiça na Terra e unindo numa só família todas as raças, religiões e tribos, “para que haja somente um rebanho e um Pastor”, e todos, “do menor ao maior possam conhecer e amar a Deus.

A vinda desse “Educador da Humanidade”, no fim da era, deve ser certamente o maior acontecimento da história. E a Fé Bahá’i proclama ao mundo as boas novas de que esse Educador, de facto, já veio, e Sua Revelação foi transmitida e escrita, podendo assim ser estudada por qualquer pesquisador sincero – que o “Dia do Senhor” já alvoreceu, o “Sol da Justiça” se tornou visível. (in Bahá’u’lláh e a Nova Era)

Verdadeiramente nenhum Deus há senão Eu


As Escrituras Bahá’is contêm muitas passagens que lançam luz sobre a natureza da Manifestação e da Sua relação com Deus. Bahá’u’lláh salienta a natureza singular e transcendente do Ser Supremo.


Ele explica que “desde que não pode haver laço de comunhão directa para ligar o Deus Uno e Verdadeiro à Sua criação” Deus ordena que “em cada era e dispensação uma Alma pura e imaculada Se manifeste nos reinos da terra e do céu”. Esse “Ser misterioso e etéreo”, o Manifestante de Deus, tem uma natureza humana, “pertencente ao mundo da matéria”, e uma natureza espiritual, “oriunda da essência do próprio Deus”. Ele também possui “um grau duplo”:


O primeiro, o qual se relaciona à Sua mais íntima realidade, representa-O como Alguém cuja voz é a voz do próprio Deus… O segundo grau é o humano, exemplificado pelos seguintes versículos: “Sou apenas um homem como vós”. “Dize, louvado seja meu Senhor! Serei Eu mais que um homem, um apóstolo?”
Bahá’u’lláh também afirma que no reino espiritual há uma “unidade essencial” entre todos os Manifestantes de Deus. Todos Eles revelam a “Beleza de Deus”, manifestam Seus nomes e atributos e dão expressão à Sua Revelação. Nesse sentido, Ele assevera:


“Se qualquer um dos Manifestantes de Deus – Aqueles que a tudo abrangem – declarasse: “Sou Deus”, Ele certamente diria a verdade, sem a menor dúvida. Pois já foi demonstrado, repetidas vezes que, através de Sua Revelação, Seus atributos e nomes, tornam-se manifestos no mundo a Revelação, os nomes e os atributos de Deus… (in Kitáb-I-Aqdas)


Bahá’u’lláh (1817-1892)



Nascido em 1817, Bahá’u’lláh era membro de uma das destacadas famílias nobres da Pérsia – uma família que podia traçar sua linhagem até as dinastias reinantes do passado imperial da Pérsia, sendo dotada de riqueza e vastas possessões. Pondo de lado a Sua posição na corte e as vantagens que esta Lhe oferecia, Bahá’u’láh tornou-se conhecido por Sua generosidade e bondade, as quais O tornaram profundamente amado por Seus concidadãos.


Esta posição privilegiada, contudo, não se manteve por muito tempo após Bahá’u’lláh anunciar Seu apoio à mensagem do Báb. Arrastado pelas ondas de violência desencadeadas sobre os babis após a execução do Báb, Bahá’u’lláh sofreu não somente a perda de todos os Seus bens terrenos, como foi também sujeitado ao cativeiro, à tortura e a uma série de exílios. O primeiro deles foi para Bagdáde, onde, em 1863, anunciou ser Ele próprio Aquele prometido pelo Báb. De Bagdáde, Bahá’u’lláh foi desterrado para Constantinopla, Adrianópolis e, finalmente, para AKKá, na Terra Santa, onde desembarcou como prisioneiro em 1868, condição esta que durou até à Sua morte a 29 de Maio de 1892.

Sua Declaração no Jardim de Ridván – jardim este que ficava fora de Bagdade, do outro lado do Rio Tigre, e no qual Bahá’u’lláh foi convidado a permanecer durante 12 dias.


Foi a 2 de Abril de 1863, em véspesras do Seu doloroso desterro para Constantinopla, que Bahá’u’lláh e os Seus companheiros deixaram Bagdade. Toda a cidade veio vê-Lo antes de partir – amigos e não amigos. Era uma multidão de pessoas. Mulheres que choravam e prostravam seus bebés e filhos pequenos aos Seus pés. Bahá’u’lláh, cuidadosamente pegava em cada uma destas crianças, abençoava-as, e amorosamente as devolvia aos braços das mães dizendo a cada uma: “Educai estas flores encantadoras da humanidade para servir Deus com fidelidade e uma fé inabalável.


Que dia agitado! Os homens lançavam-se no Seu caminho para que pudessem ser tocados e abençoados enquanto Ele passava.


Bahá’u’lláh entrou no barco para atravessar o Rio Tigre, e as pessoas comprimiam-se em Seu redor. Não queriam perder um só momento desta oportunidade em estar na Sua Presença. Finalmente, o barco partiu. E todos os que ficaram para trás viam-no partir com os corações a sangrar.


Quando chegaram ao jardim, foi montada uma tenda para Bahá’u’lláh e mais cinco ou seis para os amigos. Uns eram cozinheiros outros serviram como sabiam. Enquanto Bahá’u’lláh permaneceu no jardim (mais tarde conhecido como O Jardim do Ridván), houve, por vários dias, um vento muito forte. Sua tenda balançava no vento. Os amigos, com medo que ela caísse, faziam turnos dia e noite, sentados nas cordas, segurando-as para que não rebentassem. Faziam isto com muita alegria, porque assim podiam estar perto do Seu Senhor Glorioso.


Permaneceram no Jardim do Ridván durante doze dias. Esses dias são agora chamados de a Festa do Ridván, ou “Festa do Paraíso”. São os dias mais sagrados no ano Bahá’i. Foi durante aqueles doze dias que Bahá’u’lláh anunciou aos seus companheiros que Ele era O Prometido há muito esperado, O Maior Anuncio, prometido por Maomé, Aquele que Deus tornará manifesto, prometido por todos os Profetas e Livros Sagrados do passado.


Finalmente Deus tinha cumprido as Suas promessas à humanidade e dado ao mundo o Maior Mestre. As épocas da profecia tinham chegado ao fim, e a Idade do Cumprimento começado. Iniciara-se, final mente, a Maior Fraternidade Mundial, O reino de Deus na Terra, a Idade Áurea da Paz e da compreensão. (in “A História da Vida de Bahá’u’lláh”, por Lowell Johnson)


2008-04-20 Deolinda Pereira

domingo, 13 de abril de 2008

UNIDADE MUNDIAL - Extractos do capítulo II


“HOUVE UM HOMEM


Bahá’u’lláh é a mais extraordinária figura espiritual, e a mais progressiva das produzidas pelo século dezanove. A história da Sua vida é dramática. Nasceu em Teerão, Irão, em 1817, descendente de nobre e rica família. Seu pai era Ministro de Estado no governo do Xá.

Jovem brilhante, a Sua extraordinária força de atracção era sentida por todos. Nunca frequentou escola ou universidade, sendo-lhe ministrados em casa apenas os rudimentos da educação. Cedo na vida, entretanto, Ele se distinguiu pela Sua sabedoria e conhecimentos extraordinários, bem como por Sua generosidade e bondade para com todos.

Esperava-se que Bahá’u’lláh, como primogénito, seguisse a tradição da família, dedicando-se à carreira de estadista, mas, em vez disso, escolheu a vereda da reforma religiosa e humanitária, a qual se transformou, a seu tempo, em grande movimento mundial, conduzindo-O, todavia por espinhosos caminhos de perseguição, exílio e prisão perpétua.

O clero islâmico do Irão não apreciou com muita satisfação as fortes correntes de reforma que Bahá’u’lláh lhe dirigiu e, possuindo o controle tanto da igreja como o da lei, conseguiu banir o Profeta para a colónia penal turca de AKKÁ, na Palestina. Nessa cidade, em cujo clima pestilento poucos prisioneiros podiam sobreviver por muito tempo, Bahá’u’lláh foi mantido prisioneiro de 1868 a 1892 – encarcerado, às vezes, num fétido calabouço, outras, num conjunto residencial.

Bahá’u’lláh tinha tal poder de conquistar o amor dos governantes turcos de AKKÁ, que tinham que ser trocados frequentemente pelo Sultão. A um desse governantes que se tornou Seu amigo, Bahá’u’lláh deu uma pena que fora humilde instrumento de revelação. O filho desse governante, Prof. Fikret Bey, do Robert College em Constantinopla, mostrou-me esta pena, em 1908, como um dos seus bens mais estimados.

Por ocasião da sua morte, em 1892, Seu filho mais velho, Abdu’l-Bahá, tornou-se, por designação do Profeta, líder e expositor da recém-nascida Fé Mundial Bahá’i, cujos ensinamentos atingiram este país (Estados Unidos da América), pela primeira vez em 1893, no Congresso das Religiões Mundiais, durante, a Feira Mundial de Chicago. Também Abdu’l-Bahá permaneceu prisioneiro em AKKÁ , até o ano 1912. Passou um ano nos Estados Unidos numa viagem missionária de costa a costa.

O escritor teve o privilégio de visitar Abdu’l-Bahá em Fevereiro de 1908 – enquanto ainda prisioneiro e, novamente em 1910, quando ele finalmente era livre e residia num local de altitude mais saudável, nas encostas do Monte Carmelo – passando na primeira, três dias como seu convidado, e na segunda, uma semana. Mais tarde o privilégio de muita intimidade com esse grande líder espiritual – que parecia ser a própria essência de sabedoria e amor – foi renovado em Paris, Washington, Boston e Nova York.

O âmago da mensagem universal de Bahá’u’lláh consiste na paz e unidade mundial, - conceito este, no qual, antes de 1860, nem a Europa nem a América tinham o menor interesse, e muito menos o Oriente…”